eu nada
levo
nem nada
fica
antes do
enterro
enterro
a pica
na rima
rica
que um
dia tramei
nas
musas loucas
por quem
pirei
nos
versos torpes
feitos
na esquina
regado a
álcool
e
cocaína
que
quando muito
nos
tornam vivos
nos
tantos braços
beijos e
tiros
um dia a
morte
veio
matreira
e
tirou-me pra dançar
a vida
inteira
mas
entretanto
pra meu
espanto
fiquei
mais leve
pois de
tão breve
e
fugidio
tudo
ficou
menos
vazio
bem mais intenso
e
singular
por isso
danço danço danço
e nunca
penso
em como
ou quando
enfim
será
hoje eu
digo
que vivo
já
quer vir
comigo
é só
chegar
não quer
se cale
fique na
sua
vem cá ou
suma
vai – pode crê:
beijo na
bunda
até mais
ver
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